A palavra desorientação associa-se a uma indisposição espacial, uma desorganização. Isso porque acreditamos que orientar é organizar e vice-versa, dar um ‘sentido’ às coisas. Daí a importância da geometria ocidental, que sempre privilegiou a visão e a regularidade dos espaços, os alinhamentos da cidade reticulada na formação do sentido moderno. Quanto mais a sociedade do espetáculo avança em sua trajetória ao nada, mais rígidas e especializadas suas formas se tornam.
A desorientação foi um elemento fundamental para a Teoria da Deriva formulada por Guy Debord.
Segundo Debord, Guy Debord: “Um bairro não é determinado apenas pelos fatores geográficos e econômicos, mas pela representação que seus moradores têm dele”.
A deriva era algo próximo à figura do flaneur de Baudelaire. A Teoria da Deriva também reivindicava e vinha somar com as proposições dos anos 60-70 de uma nova sociedade nômade, onde a mobilidade deveria desempenhar um papel fundamental. A concepção da cidade como um novo território nômade, onde se produzisse uma série de desorientações programadas, aparece mais nitidamente na idéia dos mapas psicogeográficos (naked city) de Debord. A deriva deveria constituir-se numa ciência, que eles denominariam psicogeografia¹, e para isso enumeraram toda uma série de campos de investigação científica que poderiam ser utilizados pelo método psicogeográfico.
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¹Psicogeografia: estudo da influência do espaço sobre o psicológico da pessoa que o utiliza, e seus efeitos no comportamento da mesma.
domingo, 27 de março de 2011
sábado, 26 de março de 2011
Flâneur

Charles-Pierre Baudelaire, poeta e crítico francês, nasceu em Paris em 9 de abril de 1821. Baudelaire move-se de acordo com sua profunda instabilidade interior, o que torna sua produção uma alma vertiginosa.
Na visão baudelairiana o homem moderno é vítima das agressões das mercadorias e tragado pelas multidões, com isso configura-se como um embriagado a perambular pela cidade em total estado de abandono, à beira de um precipício.
O “flâneur”, segundo Baudelaire, é o cara que passeia sem compromisso e sem pressa pela grande cidade, registra tudo que vê, interessa-se por tudo que cruza seu caminho, entra em ruas desconhecidas, espia a vida alheia, envolve-se de maneira indireta com o que acontece à sua volta.
Na visão baudelairiana o homem moderno é vítima das agressões das mercadorias e tragado pelas multidões, com isso configura-se como um embriagado a perambular pela cidade em total estado de abandono, à beira de um precipício.
O “flâneur”, segundo Baudelaire, é o cara que passeia sem compromisso e sem pressa pela grande cidade, registra tudo que vê, interessa-se por tudo que cruza seu caminho, entra em ruas desconhecidas, espia a vida alheia, envolve-se de maneira indireta com o que acontece à sua volta.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Parkour
Parkour ou Le Parkour, deriva do nome percurso,
visto que tem como finalidade traçar percursos
alternativos, ou seja, deslocar-se entre dois pon-
tos pelo trajeto mais curto (e não pelo mais aces-
sível e previamente estabelecido pelo conceito
de movimento imposto pela sociedade).
Passando a explicar: entre dois pontos situados
em uma região urbana existem variadas barreiras
arquitetônicas.
Tomemos, por exemplo, uma escadaria que nos
conceitos comuns é o método "correto" para al-
cançar uma superfície mais elevada. Mas não seria
mais rápido subir diretamente a parede, apesar de não ser o método "adequado"? É neste termo que se baseia o parkour, no método mais rápido, e sim
por vezes mais difícil, de alcançar o nosso destino. Apesar das dificuldades inerentes a este método de movimentação, é inquestionável que com o treino adequado e uma preparação física a condizer, o parkour é um método de deslocação mais eficiente que o método imposto pelas barreiras arquitetônicas.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Flashmob
A origem do flash mob
[mobbrasil]
O termo surgiu em 1844 e era usado para designar um grupo da sociedade, que usava uma “flash language” (língua rápida). Numa prisão de mulheres na Tasmânia (Australia), a revolta de 300 delas culminou numa rebelião na qual, de repente, viraram de costas para o reverendo local, governador e primeira dama, levantaram as roupas, mostrando as partes íntimas simultaneamente, fazendo um barulho muito alto com as mãos.
Hoje...
Atualmente pode-se entender flash mob como uma intervenção urbana que consiste em um numeroso grupo de pessoas que se reúne repentinamente em um local público, realiza um ato inusitado em conjunto combinado previamente e por um curto espaço de tempo, e depois rapidamente se dispersa.
Improv Everywhere
[mobbrasil]
O termo surgiu em 1844 e era usado para designar um grupo da sociedade, que usava uma “flash language” (língua rápida). Numa prisão de mulheres na Tasmânia (Australia), a revolta de 300 delas culminou numa rebelião na qual, de repente, viraram de costas para o reverendo local, governador e primeira dama, levantaram as roupas, mostrando as partes íntimas simultaneamente, fazendo um barulho muito alto com as mãos.
Hoje...
Atualmente pode-se entender flash mob como uma intervenção urbana que consiste em um numeroso grupo de pessoas que se reúne repentinamente em um local público, realiza um ato inusitado em conjunto combinado previamente e por um curto espaço de tempo, e depois rapidamente se dispersa.
Em São Paulo
Sugestão
"THE MP3 EXPERIMENT"
Dentre todos os vídeos de flashmob que eu já
assisti, esse é o meu preferido.
assisti, esse é o meu preferido.
Várias pessoas fizeram download de um arquivo
para MP3, contendo musicas e instruções, e
simultaneamente começaram a reproduzir o arqui-
vo em lojas de Manhatan.
Essa mobilização foi produzida pelo grupo para MP3, contendo musicas e instruções, e
simultaneamente começaram a reproduzir o arqui-
vo em lojas de Manhatan.
Improv Everywhere
sexta-feira, 18 de março de 2011
Segundo Retrato Mariana - Editado
Nesse segundo retrato, após conhecer mais a Mariana, procurei mostrar o seu lado descontraído e alegre, que é o que chama mais atenção na sua personalidade.
Para a edição da imagem, utilizei o programa Ulead Photo Express.
- Primeiramente alterei a cor da "sombrinha", para dar um ar menos sério e seco à imagem;
- Fiz alterações no contraste, brilho e saturação da imagem, para deixar as cores bem vivas;
- Trabalhei um pouco também nas luzes do poste, que depois das alterações no brilho e contraste, começaram a se confundir com as janelas do prédio ao fundo;
- Alterei um pouco a textura do piso e sua cor, afim de harmonizar os tons;
- e, finalmente, com o efeito "particle" adicionei a chuva ao fundo.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Primeiro Retrato Mariana
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Bom, nesse primeiro trabalho, tive de representar a maneira como eu vejo a Mariana, que vai de calma à impaciente em fração de segundo.
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